24 de fev, 2026

Questões do feminismo contemporâneo (presencial)

Inscrições

Datas das aulas: 24 de fevereiro; 03, 10 e 17 de março.

Horário: 19h às 21h.

Local: Livraria Sentimento do Mundo.

Sobre a professora
Débora Tavares é mestre e doutora em literatura pela Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde pesquisou a obra de George Orwell e sua relação com a História.  Atua como professora, oferecendo cursos sobre literatura, relações entre arte e sociedade, assim como metodologia de pesquisa.

CRONOGRAMA
Um curso em quatro encontros para oferecer ferramentas críticas para entender como o neoliberalismo (a fase atual e feroz do capitalismo) utiliza padrões de beleza inalcançáveis e movimentos reacionários para manter as mulheres ocupadas, exaustas e politicamente desmobilizadas. A ideia é conectar o cotidiano com a estrutura econômica, mostrando que o “ódio às mulheres” e a “pressão estética” são engrenagens de um sistema maior.

Aula 1: Por que o capitalismo precisa do patriarcado? 

Vamos começar o curso desmistificando a ideia de que machismo é apenas “comportamento ruim de homens”. Vamos entender como a economia depende do trabalho não pago das mulheres (reprodução social) e como raça e classe definem quem é explorada. Discutiremos a apropriação de lutas sociais pelo mercado e o mito da “mulher guerreira” que apenas acumula exaustão.

Aula 2: Como o padrão de beleza controla e condiciona?

Nesta aula, analisaremos a volta da “magreza extrema” (heroin chic) e dos procedimentos estéticos não como vaidade, mas como dispositivos de controle social. Veremos como o neoliberalismo impõe a beleza como um dever moral (“você é sua própria empresa”) e como manter mulheres inseguras e famintas serve para impedir a contestação política.

Aula 3: Por que manter o ódio contra as mulheres?

Aqui vamos encarar o crescimento do ódio organizado contra mulheres na internet. Discutiremos a crise da masculinidade diante da precarização do trabalho e como algoritmos lucram com a misoginia (Red Pill, Incel). Também analisaremos o fenômeno “Trad Wife” no TikTok: uma escolha pessoal ou uma fantasia vendida para mascarar a falta de serviços públicos de cuidado?

Aula 4: Feminismo para os 99%: para onde vamos?
Para fechar, vamos diferenciar o feminismo liberal (focado no sucesso individual da “Girl Boss”) de um feminismo que realmente muda a estrutura. Debateremos por que ter mulheres CEOs não resolve o problema das mulheres trabalhadoras e como podemos imaginar uma sociedade onde o cuidado, e não o lucro, seja o centro, construindo solidariedade entre diferentes grupos oprimidos.